As pequenas comunidades dentro do
XVI Congresso Eucarístico Nacional
12 novembro 2009
Autor: Bíblia Católica Online |
Postado em:
Igreja
Dizia o Servo de Deus João Paulo II,
que as nossas assembléias não podem
cair no anonimato, onde as pessoas
não se conhecem. Dentro desta
realidade é muito difícil amar, pois
vemos um povo que se reúne, mas
muitas vezes eu não sei quem está do
meu lado na Eucaristia, não conheço
os seus sofrimentos, as suas
alegrias, as suas dificuldades.
Ninguém ama aquilo que não conhece,
e muito menos se sente amado dentro
de uma realidade de anonimato. Uma
resposta muito eficaz a esta
situação que nós passamos, é tratada
no texto base do Congresso
Eucarístico Nacional (CEN), onde as
pequenas comunidades são uma
resposta concreta a esta realidade
impessoal.
Dentro das pequenas comunidades, as
Celebrações vão gerando confiança
nas pessoas para que cada irmão
possa assumir as próprias
dificuldades, as situações concretas
da vida, não precisam esconder os
tropeços na caminhada, a realidade
do combate de um povo a caminho.
O que é mais bonito dentro desta
condição é que aos poucos vai sendo
gerado o amor dentro da comunidade.
Os irmãos começam de uma forma
precária, mas verdadeira, sentindo
que são amados, começam a amar
aqueles que o Senhor tem colocado
dentro de sua comunidade.
Como afirmava João Paulo II, a
comunidade torna-se “escola de
comunhão” (“Cf. João Paulo II, Carta
Apóstolica Novo Millennio Ineunte”).
Essa comunhão que não é gerada por
pessoas que são iguais, ou que estão
em busca de um mesmo ideal, ou
porque se escolheram, mas aos poucos
aprendem a amar porque começam a se
conhecer. As dificuldades de cada
irmão, as lutas do dia a dia e a
comunhão vêm pelo mistério de Cristo
Eucarístico.
Embora muitos, tornamo-nos membros
de um único corpo que dá vida à
comunidade, que ajuda a perdoar,
onde aos poucos vai desaparecendo a
arrogância, a prepotência, pois cada
irmão conhece as próprias limitações
e as do outro e isto ajuda a cada um
experimentar o amor gratuito que
nasce de Cristo. Ele que tem nos
escolhido pecadores, pobres,
prepotentes, débeis e tem nos
inserido numa comunidade para que,
através da experiência do amor que o
Senhor tem por cada um de nós, da
Sua entrega incondicional na cruz,
nos dá a graça, em união com Jesus,
de amar do mesmo modo como Ele nos
ama e a capacidade de amar o outro
como um “dom” que o Senhor colocou
do nosso lado, para que possamos
conhecer aquilo que somos, conhecer
o outro do jeito que ele é. O amor
que Cristo ensina dentro da
comunidade é um amor disposto a
fazer o bem até ao extremo, de dar a
vida pelo outro.
Como posso dar a vida dentro da
comunidade, se experimento que não
tenho vida dentro de mim? Através do
simples fato que o Senhor tem
escolhido e amado, e que eu não sou
merecedor deste amor. Nesta situação
brota no meu interior a gratuidade
de experimentar que o outro faz
parte da minha vida e que me ajuda
no amadurecimento da fé.
É da Eucaristia que nasce o amor,
este não vem do esforço, não nasce
de técnica, mas sim de um encontro
com o Ressuscitado dentro da pequena
comunidade, onde as pessoas se
tornam verdadeiros irmãos e irmãs,
pois estão dentro de uma caminhada
para aprofundar a fé, através de um
itinerário pedagógico onde cada
membro sem exigência começa a
conhecer-se através da palavra, da
Eucaristia e da comunidade,