I
- Amar a Deus sobre todas as coisas.
II - Não tomar seu santo nome em vão.
III - Guardar os domingos e dias santos.
IV - Honrar pai e mãe.
V - Não matar.
VI - Não pecar contra a castidade.
VII - Não furtar.
VIII - Não levantar falso testemunho.
IX - Não desejar a mulher (o marido) do(a)
próximo(a).
X - Não cobiçar as coisas alheias.
O PRIMEIRO MANDAMENTO
"Amaras ao senhor teu Deus de todo o
coração, de toda a alma e de todo o
entendimento".
"Amarás o senhor teu Deus com todo o seu
coração, com toda atua alma e com todas as
suas forças" (Dt - 6,5).
"Adorarás o senhor teu Deus" (Mt - 4,10).
O primeiro mandamento convida o homem a crer
em Deus, a esperar nele e a amá-lo acima de
tudo.
Adorar a Deus, orar-lhe, oferecer-lhe o
culto que lhe é devido, cumprir as promessas
e os votos que lhe foram feitos a eles são
os atos da virtude de religião que relevam
da obediência ao primeiro mandamento.
O dever de prestar um culto autêntico a Deus
incumbe ao homem, tanto individualmente
quanto em sociedade.
O homem deve "poder professar livremente a
religião, tanto em particular quanto em
público".
A superstição é um desvio do culto que
rendemos ao verdadeiro Deus. Ela mostra-se
particularmente na idolatria, assim como nas
diferentes formas de adivinhação e de
magias.
A ação de tentar a Deus, em palavras ou em
atos, o sacrilégio, a simonia são pecados de
irreligião proibidos pelo primeiro
mandamento.
Enquanto rejeita ou recusa a existência de
Deus, o ateísmo de Deus, é um pecado contra
o primeiro mandamento.
O culto às imagens sagradas está
fundamentado no mistério da encarnação do
verbo de Deus. Não contraria o primeiro
mandamento.
O SEGUNDO MANDAMENTO
"Não pronunciarás em vão o nome do senhor
teu Deus"(Ex -20,7).
"Senhor nosso Deus, quão prescreve respeitar
o nome do Senhor. O nome do Senhor é
santo".
O segundo mandamento proíbe todo o uso
impróprio do nome de Deus. A blasfêmia
consiste em usar o nome de Deus, de Jesus
Cristo, da Virgem Maria e dos Santos de
maneira injuriosa.
O juramento falso invoca Deus como
testemunha de uma mentira. O perjúrio é uma
falta grave contra o senhor, sempre fiel as
suas promessas.
"Não jurar nem pelo criador, nem pela
criatura, se não for por verdade,
necessidade e reverência".
No batismo o cristão recebe seu nome na
igreja. Os pais, os padrinhos e o pároco
cuidarão que lhe seja dado um nome de
cristão. O patrocínio de um santo oferece um
modelo de caridade e garante a sua oração.
O cristão começa as suas orações e ações
pelo sinal -da- cruz "em nome do Pai, do
Filho e do Espírito Santo. Amém".
"Deus chama cada um por seu nome"
O TERCEIRO MANDAMENTO
"Lembra-te do dia de Sábado para
santificá-lo. Trabalharás durante seis dias
e farás todas as tuas obras. O sétimo dia,
porém, é o Sábado do senhor, teu Deus. Não
farás nenhum trabalho"(Ex 20,8-10).
"O Sábado foi feito para o homem e não o
homem para o Sábado, de modo que o filho do
homem é senhor até do Sábado"(Mc 2,27-28).
"Guardarás o dia de Sábado para
santificá-lo"(Dt 5,12).
"No sétimo dia se fará repouso absoluto em
honra do Senhor"(Ex 31,15).
O Sábado que representava o termo da
primeira criação é substituído pelo Domingo,
que lembra a criação nova, inaugurada com a
ressurreição de Cristo. A Igreja celebra o
dia da ressurreição de Cristo no oitavo dia,
que é corretamente chamado dia do senhor, ou
Domingo.
"O Domingo... deve ser guardado em toda e
Igreja como o dia de festa por excelência".
"No Domingo e em outros dias de festa de
precito, os fiéis têm a obrigação de
participar da missa".
"No Domingo e nos outros dias de festa de
preceito, os fiéis devem abster-se das
atividades e negócios que impeçam o culto a
ser prestado a Deus, a alegria própria do
dia do senhor e o devido descanso da mente e
do corpo".
A instituição do Domingo contribui para que
"todos tenham tempo de repouso e do lazer
suficiente para lhes permitir cultivar sua
vida familiar, cultural, social e
religiosa".
Todo cristão deve evitar impor sem
necessidade aos outros aquilo que os
impediria de guardar o dia do senhor.
TOPO
O QUARTO MANDAMENTO
"Honra teu pai e tua mãe, para que se
prolonguem os teus dias na terra que o
senhor, teu Deus, te dá"(Ex 20,12).
"Era-lhes submisso"(Lc 2,51).
"Honra teu pai e tua mãe"(Dt 5,16; MC 7,8).
De acordo com o quarto mandamento, Deus quis
que, depois dele, honrássemos nossos pais e
os que ele, para nosso bem, investiu de
autoridade.
A comunidade conjugal está fundada na
aliança e no consentimento dos esposos. O
casamento e a família estão ordenados para o
bem dos cônjuges, a procriação e a educação
dos filhos.
"A salvação da pessoa e da sociedade humana
está estreitamente ligada ao bem-estar da
comunidade conjugal e familiar"
Os filhos devem a seus pais respeito,
gratidão, justa e obediência e ajuda. O
respeito filial favorece a harmonia de toda
a vida familiar.
Os pais devem respeitar e favorecer a
vocação de seus filhos. Lembrem-se e ensinam
que a primeira vocação do cristão consiste
em seguir a Jesus.
A autoridade pública deve respeitar os
direitos fundamentais da pessoa humana e as
condições de exercício de sua liberdade.
É dever dos cidadãos colaborar com os
poderes civis para a edificação da sociedade
num espírito de verdade, de justiça, de
solidariedade e de liberdade.
O QUINTO MANDAMENTO
"Não matarás"(Ex20, 13).
Toda vida humana, desde o momento da
concepção até a morte, é sagrada porque a
pessoa humana foi querida por si mesma à
imagem e semelhança do Deus vivo e santo.
O assassino de um ser humano é gravemente
contrário à dignidade da pessoa e a
santidade do Criador.
A proibição de matar não ab-roga o direito
de tirar a um opressor injusto a
possibilidade de prejudicar. A legítima
defesa é um dever grave para quem é
responsável pela vida alheia ou pelo bem
comum.
Desde a concepção a criança tem direito à
vida. O aborto direto, isto é, o que se quer
como um fim ou um meio, é uma "prática
infame” gravemente contrária à lei moral. A
igreja sanciona com pena canônica de
excomunhão este delito contra a vida
humana.
Visto que deve ser tratado como uma pessoa
desde a sua concepção, o embrião deve ser
definido em sua integridade, cuidado e
curado como qualquer outro ser humano.
A eutanásia voluntária, sejam quais forem os
motivos, constitui um assassinato. È
gravemente contrária à dignidade da pessoa
humana e ao respeito do Deus vivo, seu
Criador.
O suicídio é gravemente contrário à justiça,
à esperança e à caridade. É proibido pelo
quinto mandamento.
O escândalo constitui uma falta grave quando
por ação ou por omissão leva deliberadamente
o outro a pecar.
Por causa dos males e injustiças que toda
guerra acarreta, devemos fazer tudo o que
for razoavelmente possível para evitá-la. A
Igreja ora: "Da fome, da peste e da guerra
livrai-nos, Senhor".
A Igreja e a razão humana declaram a
validade permanente da lei moral durante os
conflitos armados. As práticas
deliberadamente contrárias ao direito dos
povos e a seus princípios universais
constituem crimes.
"A corrida armamentista é a praga mais grave
da humanidade,
que lesa intoleravelmente o pobre".
"Bem-aventurados os que promovem a paz,
porque serão chamados filhos de Deus” (Mt5,
9).
O SEXTO MANDAMENTO
"Não cometerás adultério" Ex20, 14; Dt5,
17). "Ouviste o que foi dito:'Não cometerás
adultério'. Eu, porém, vos digo: todo aquele
que olha para uma mulher com desejo
libidinoso já cometeu adultério com ela em
seu coração"(Mt 5,27-28).
Ao criar o ser humano homem e mulher, Deus
dá a dignidade pessoal de uma maneira igual
a um e outro. Cada um, homem e mulher, devem
chegar a reconhecer e aceitar sua identidade
sexual.
Cristo é o modelo da castidade. Todo
batizado é chamado a levar uma vida casta,
cada um segundo seu estado de vida própria.
A castidade significa a integração da
sexualidade na pessoa. Inclui a aprendizagem
do domínio pessoal.
Entre os pecados gravemente contrários à
castidade é preciso citar a masturbação, a
fornicação, a pornografia e as práticas
homossexuais.
A aliança que os esposos contraíram
livremente implica um amor fiel.Impõe-lhes a
obrigação de guardar seu casamento
indissolúvel.
A fecundidade é um bem, um fim do casamento.
Dando a vida, os esposos participam da
paternidade de Deus.
A regulação da natalidade representa um dos
aspectos da paternidade e da maternidade
responsáveis. A legitimidade das intenções
dos esposos não justifica o recurso aos
meios moralmente inadmissíveis (por exemplo,
a esterilização direta ou a contracepção).
O adultério e o divórcio, a poligamia e a
união livre são ofensas graves à dignidade
do casamento.
O SÉTIMO MANDAMENTO
"Não roubarás"(Ex20, 15; Dt5, 19).
"Nem os ladrões, nem os avarentos. Nem os
injuriosos herdarão o Reino de Deus" (1Cor
6,10).
O sétimo mandamento prescreve a prática da
justiça e da caridade na administração dos
terrenos e dos frutos do trabalho dos
homens.
Os bens da criação são destinados a todo o
gênero humano. O direito à propriedade
privada não abole a destinação universal dos
bens.
O sétimo mandamento proíbe o roubo. O roubo
é a usurpação de um bem de outrem contra a
vontade razoável do proprietário.
Toda forma de apropriação e uso injusto dos
bens de outrem é contrária ao sétimo
mandamento. A injustiça cometida exige
reparação. A justiça comutativa exige a
restituição do bem roubado.
A lei moral proíbe os atos que, visando fins
mercantis ou totalitários, conduzem à
servidão dos seres humanos, à sua compra,
venda e troca como mercadorias. O domínio
concedido pelo Criador sobre os recursos
minerais, vegetais e animais do universo não
podem ser separados do respeito às
obrigações morais, inclusive para com as
gerações futuras.
Os animais são confiados à administração do
homem que lhes deve benevolência. Podem
servir para a justa satisfação das
necessidades do homem.
A Igreja emite um juízo em matéria econômica
e social, Quando os direitos fundamentais da
pessoa ou a salvação das almas o exigem.
Preocupa-se com o bem comum temporal dos
homens em razão de sua ordenação ao Sumo
Bem, nosso fim último.
O próprio homem é o autor, o centro e o fim
de toda a vida econômica e social. O ponto
decisivo da questão social é que os bens
criados por Deus para todos de fato cheguem
a todos, conforme a justiça e com bens
criados por Deus para todos de fato cheguem
a todos, conforme a justiça e com a ajuda da
caridade.
O verdadeiro desenvolvimento abrange o homem
inteiro. O que importa é fazer crescer a
capacidade de cada pessoa de responder à sua
vocação, portanto ao chamamento de Deus.
A esmola dada aos pobres é um testemunho de
caridade fraterna: é também uma prática de
justiça que agrada a Deus.
Na multidão de seres humanos sem pão, sem
teto, sem terra, como não reconhecer Lázaro,
mendigo faminto da parábola? Como não ouvir
Jesus que diz: “Foi a mim que deixaste de
fazer”.
TOPO
O OITAVO MANDAMENTO
"Não apresentará um falso testemunho contra
teu próximo" (EX 20,16).
"Ouvistes também o que foi dito aos antigos:
Não perjurarás, mas cumprirás os teus
juramentos para com o senhor"(Mt 5,33).
"Não levantarás falso testemunho contra teu
próximo"(EX 20,16).
"Os discípulos de Cristo revestiram -se do
homem novo, criado segundo Deus na justiça e
santidade da verdade"(Ef 4,24).
A verdade ou veracidade é a virtude que
consiste em mostrar-se verdadeiro no agir e
no falar, fugindo da duplicidade, da
simulação e da hipocrisia.
O cristão deve "se envergonhar de dar
testemunho de nosso Senhor” (2 Tm 1,8) em
atos e palavras. O martírio é o supremo
testemunho prestado à verdade da fé.
O respeito à reputação e à honra das pessoas
proíbe toda atitude ou palavra de
maledicência ou calúnia.
A mentira consiste em dizer o que é falso
com intenção de enganar o próximo.
Toda falta cometida contra a verdade exige
reparação.
A regra de ouro ajuda discernir, nas
situações concretas, se convém ou não
revelar a verdade àquele que a pede.
"O sigilo sacramental é inviolável. Os
segredos profissionais devem ser guardados.
As confidências prejudiciais a outros não
devem ser divulgadas"
A sociedade tem direito a uma informação
fundada na verdade, na liberdade e na
justiça. É conveniente que se imponham
moderação e disciplina no uso dos meios de
comunicação social.
As artes, mas, sobretudo a arte sacra, tem
em vista, “por natureza exprimir de alguma
forma possível nas obras humanas à beleza
infinita de Deus e procuram aumentar seu
louvor e suas glórias na medida que não
tiverem outros propósitos senão o de
contribuir poderosamente para encaminhar os
corações humanos a Deus”.
O NONO MANDAMENTO
"Não cobiçaras a casa de teu próximo, não
desejarás sua mulher, nem seu servo, nem sua
serva, nem seu boi, nem seu jumento, nem
coisa alguma que pertença ao seu próximo"(Ex
20,17)
"Todo aquele que olha para uma mulher com
desejo libidinoso já cometeu adultério com
ela em seu coração"(Mt 5,28).
O nono mandamento adverte contra a cobiça ou
concupiscência carnal.
A luta contra a cobiça carnal passa pela
purificação do coração e pela prática da
temperança.
A pureza do coração nos permitirá ver a Deus
e nos permite desde já ver todas as coisas
segundo Deus.
A purificação do coração exige a oração, a
prática da castidade, da pureza da intenção
e do olhar.
A pureza do coração exige o pudor, que é
paciência, modéstia e descrição. O pudor
preserva a intimidade da pessoa.
O DÉCIMO MANDAMENTO
"Não cobiçarás coisa alguma que pertença ao
teu próximo" (Ex 20,17).
"Onde está teu tesouro, aí estará teu
coração” (Mt 6,21). "(Ex 20,17).
O décimo mandamento proíbe a ambição
desregrada, nascida, da paixão imoderada das
riquezas e de seu poder.
A inveja é a tristeza sentida diante do bem
de outrem e o desejo imoderado de dele se
apropriar. E um vício capital.
O batizado combate à inveja pela
benevolência, pela humildade e pelo abandono
nas mãos da providência Divina.
Os fiéis de Cristo "crucificaram a carne com
suas paixões e concupiscências" (Gl 5,24);
são conduzidos pelo Espírito e seguem os
destinos dele.
O desapego das riquezas é necessário para
entrar no reino dos Céus.
"Bem aventurados os pobres de coração".
Eis o verdadeiro desejo do homem: "quero ver
a Deus". A sede de deus é saciada pela água
da vida eterna
TOPO |