Lembrança

       eucaristia

R$ 4,00

 

                    Folhinha

          2010

      R$ 12,00

 

    Terço de

             madeira

R$ 1,40


                                    

 

                                        Faça da Paróquia a sua página inicial!  Coloque minha página em sua pasta de Favoritos! 



home
cantinho da criança
piadas
guia dos noivos
evangelho do dia
santo do dia
teatros
histórias
                                  

 

                                       Nossa S. da Conceição

                                                                      O site católico



CATÓLICA  NEWS
  


 

 

 

 

 

 

 



Epifania do Senhor

O sentido da Epifania

    O termo grego Epifania, traduzido por manifestaçăo, significa a chegada ou o advento de um rei ou um imperador e a apariçăo de um deus ou uma intervençăo milagrosa.  É Săo Paulo quem consagra o uso cristăo da palavra, aplicando-a, a Jesus e ao mistério salvífico revelado:

  Essa graça, que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos, foi  manifestada agora pela Apariçăo de nosso Salvador, o Cristo Jesus (2Tm 1,9b-10);

                   A graça de Deus se manifestou para a salvaçăo de todos os homens.

                   Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as paixőes mundanas, e a

                   viver neste mundo com autodomínio, justiça e piedade, aguardando a

                   nossa bendita esperança, a manifestaçăo da glória do nosso grande

                   Deus e Salvador, Cristo Jesus... (Tt 2,11-13);

                   ... aparecerá o ímpio, aquele que o Senhor destruirá com o sopro de sua boca, e o suprimirá pela manifestaçăo de sua Vinda (2Tt 2,8)

Liturgicamente a Epifania prolonga o tempo do Natal, aprofundando seu Mistério.  Enquanto a solenidade de 25 de dezembro celebra a Encarnaçăo do Verbo de 06 de janeiro (no Brasil, no domingo entre os dias 02 e 08 de janeiro) sublinha as manifestaçőes terrenas que testemunham ser Ele o Verbo eterno do Pai.  Trata-se de uma Solenidade que tem matriz oriental, ligada ŕ Vinda do Redentor, antes mesmo de Roma instituir a festa do Natal.

    Nas missas da noite e da aurora do Natal é repartida a leitura da versăo de Lucas (2,1-19) que, embora apresente a dimensăo universal do evento (v.14), envolve, em primeiro lugar, os pastores (vv.8-9) e o povo de Israel (vv.10-11).  Ao contrário, na Epifania se lę o relato dos Magos (Mt 2,1-12), que apresenta a dimensăo judaica do evento (vv.5-6), dilatando-o para o mundo, as raças, os povos, culturas e naçőes.  Constitui-se, assim, uma verdadeira manifestaçăo universal de Jesus, ampla e irrestrita, como bem nos lembram os sermőes de Leăo Magno:

                   Na verdade, interessava ŕ salvaçăo de todo o gęnero humano que

                   a infância do Mediador entre Deus e os homens já fosse anunciada

                   ao mundo quando ainda estava oculta numa humilde cidadezinha...

                   năo quis esconder as primícias de seu nascimento nos estreitos da

                   habitaçăo materna; mas quis ser logo conhecido por todos, aquele

                   que se dignara nascer para todos.  Eis por que apareceu a tręs

                   magos, em terras do Oriente, uma estrela de insólito fulgor...

                   (Serm. I, 1; trad. de TEIXEIRA DE LIMA, Maria. In: Sermőes sobre o

                   Natal e a Epifania. Petrópolis, 1974, p.75);

                   ... depois da solenidade do nascimento de Cristo, apresenta-se luminosa a festa de sua manifestaçăo; naquele dia a Virgem o deu ŕ luz, neste o  mundo o conhece. (...) ... do Oriente ao Ocidente souberam pelos magos e  o império romano năo ignorou. (...) O Salvador foi entăo levado para o Egito,  a fim de que aquele povo entregue aos antigos erros, fosse, por uma graça  secreta, chamado ŕ salvaçăo já próxima e, sem ter ainda repelido de sua alma a superstiçăo, oferecesse asilo ŕ Verdade (Serm. II, 1, Ibidem, pp.77-78);

                   Reconheçamos pois, amados filhos, nos magos que adoraram o Cristo as primícias de nossa vocaçăo e nossa fé e celebremos, de coraçăo exultante,  os inícios de nossa bem-aventurança.  Desde entăo começamos a entrar na posse da herança eterna; desde entăo se abriram para nós os segredos das  Escrituras que anunciam o Cristo e a verdade que năo foi aceita pela cegueira dos judeus lançou sua luz sobre todas as naçőes (Serm. II, 4, ibidem, p.80);     Entre, pois, entre na família dos patriarcas essa plenitude das naçőes, e recebam  os filhos da promessa a bęnçăo da raça de Abraăo a que renunciaram os filhos de seu sangue.  Que todos os povos, representados pelos tręs magos, adorem o  Criador do universo; e Deus năo seja conhecido apenas na Judéia mas no mundo  inteiro, para que em toda a parte em Israel seja grande o seu nome.  Pois essa  dignidade da raça escolhida, que - sua infidelidade o provara - havia decaído em sua  descendęncia, a fé a estende agora a todos os povos (Serm. III, 3, ibidem, p.82).  Embora fosse um dom da condescendęncia divina os gentios conheceram o nascimento do Salvador, os magos puderam também, para compreenderem aquele maravilhoso sinal,           lembrar-se das antigas prediçőes de Balăao; sabiam que isso fora predito e propagado por  este célebre oráculo: Sairá uma estrela de Jacó e um homem surgirá de Israel e reinará   sobre as naçőes (Serm. IV, 2, ibidem, p.85);

  2- Paulo apresenta a Epifania do Mistério da Salvaçăo revelando a todos (Ef 3,2a.5-6).  O apóstolo se considera ministro de Cristo para os pagăos (vv.3.7-8).  Foi-lhe revelando a dimensăo universalizante do mistério de Cristo (v.4) que consiste no fato de os gentios serem co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus, por meio do Evangelho (v.6).  Com isto se afirma uma das propriedades que caracterizam o novo Povo de Deus: a catolicidade.

    Enquanto a eleiçăo de Israel parecia ser a promoçăo deste único povo, mentalidade que os poucos se abriu a um certo universalismo (Is 60,1-6), a Epifania do mistério cristăo demonstra que Iahweh escolheu Israel para se revelar Criador e Salvador de todos os homens, em seu Filho de Jesus.   Diante disto, o novo Israel passa a ser a assembléia das naçőes em Cristo e, por isso, o mistério da Igreja se desvenda através de sua relaçăo com o mundo inteiro.  Ela prepara o acolhimento dos homens ao Reino de Deus, na qualidade de sacramento universal da salvaçăo, operada por Cristo.

    3- O Evangelho é o relato da Epifania do Menino Jesus aos magos do Oriente que visitam, simbolizando a vocaçăo cristă universal (Mt 2,1-12).

    O evangelista encontra no Nascimento de Jesus claros que preanunciam ter Ele vindo ao mundo com uma missăo semelhante a de alguns dos maiores personagens da História da Salvaçăo.  Qual um novo Moisés, Jesus năo só escapa do massacre dos inocentes (vv.13-15.16-18), mas é chamado do Egito (v.15); qual novo Davi, cuja cidade é Belém (v.6), bilha sobre Jesus a estrela de Jacó (vv.6-7.10); qual um novo Salomăo, cuja sabedoria atrai os sábios do Oriente com seus tesouros, Jesus também atrai os magos que văo ao seu encontro (vv.1.11).

    Escrevendo para palestinenses convertidos ao cristianismo, o evangelista visa a confirmá-los na fé de quem em Jesus se cumpriu a expectativa de Israel.  O nascimento de Cristo chamado de longe os magos do Oriente que vęm homenageá-lo e adorá-lo, abrindo a riqueza de seus cofres: ouro, incenso e mirra (v.11).  Com tais presentes os visitantes reconhecem a origem real de Recém-nascido e, prostrando-se, aceitam sua condiçăo messiânico-divina.  Realiza-se, desta maneira, o que anunciavam as profecias a respeito do Messias (Mq 5,1; Is 49,53; Sl 72,10-15).  Por isso, Săo leăo Magno vę nos presentes um significado messiânico equivalente a uma profissăo cristológica de fé:

                    ... tira ouro do tesouro de seu coraçăo quem reconhece Cristo como rei do Universo;

                   oferece-lhe mirra quem acredita que o Filho único de Deus se uniu a uma verdadeira

                   natureza de homens; e, por assim dizer, honra-o com o incenso quem confessa que ele

                   năo é em nada desigual ŕ majestade do pai (Serm. VI, I, op. Sup. cit., p.95).

     Entretanto, o evangelista visa também a explicar aos judeus convertidos por que os pagăos tęm maior facilidade em aceitar a messianidade de Jesus.  Tendo em mente a realidade da cruz, interpreta, desde o nascimento, a indisposiçăo dos judeus, a partir de uma má vontade caracterizada pela recusa sistemática que, durante a vida pública se acentuaria, até chegar ŕ realidade do banimento de Jesus pela morte de cruz.  Precisamente os escribas e os chefes dos sacerdotes que, conhecendo as profecias, sabiam onde o Messias deveria nascer (v.7), săo os incrédulos que năo se movem para ver a Criança, enquanto os pagăos que, a rigor năo deveriam saber nada das antigas profecias, năo só parecem conhecę-las em parte (v.2), como as aceitam, fazendo um grande esforço de percorrerem um longo itinerário para se encontrarem com Aquele que reconhecem ser o Messias.  A boa vontade dos pagăos é testemunhada até mesmo aos pés da cruz (27,54).

    O relato dos magos confirma o fato histórico da abertura dos pagăos ŕ Fé como desígnio de Deus.  Discretamente, o evangelista compara os magos do Oriente ao mago Balaăo.  Balaăo fora chamado por Balac, rei do Moab (Nm 22,2-4) e os magos pelo rei Herodes (v.7).  Assim como Balaăo, ao invés de maldizer os hebreus e seu rei, abençoa o povo (Nm 24,1-9) e anuncia o Messias como sendo um astro de luz refulgente (Nm 24,17), os magos năo só săo conduzidos pela estrela messiânica, mas encontram a Luz de Cristo, prostram-se diante d’Ele e o homenagem com seus tesouros (v.10).  Finalmente, ŕ semelhança de Balaăo que se levanta, parte para os seus (Nm 24,25) os magos retornam sem maiores transtornos para sua regiăo (v.12).  O longínquo Balaăo, relido nos magos permite explicar como se cumpre desígnio de Deus, a propósito da abertura dos pagăos ŕ fé e ŕs promessas abraâmicas, em face da recusa sistemática dos judeus.

-topo

 

história da C.Fraternidade
coordenadores
comunidades
aniversariantes
orações
sacramentos
novos pecados
mandamentos
confissões
dons do espírito santo
sagrada família
cristo rei
semana santa
epifania do senhor
batismo do senhor
apresentação do senhor
4ª-feira de cinzas
quaresma
domingo de ramos
páscoa
ascensão
pentecostes
corpus christi
assunção de n. senhora
finados
advento
natal
 
 
 
 
 

 
 
 

LINKS

SAIBA MAIS
 


Diocese de B.P-V.Redonda


Santuário de Aparecida

Pe. Fábio de Melo

Pe. Marcelo Rossi


 

 

Secretaria
2ª a 6ª-feira: 08:00h às 11:00h

Sábado: 08:00 h às 12:00h

 

COPYRIGHT @1997               DESIGN MICHELE